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A Harpa em Apogeu! Zeena Parkins, Brandee Younger, Amanda Whiting, Edmar Castañeda, Jacqueline Kerrod e etc

BRANDEE YOUNGER & DEZRON DOUGLAS
Culturalmente, o jazz pode ser entendido como um idioma onde há, sim, alguns padrões históricos de formas e combinações que moldam sua identidade americana, mas onde também passou a haver inúmeras aberturas para novas abordagens, novas formas e novas combinações sonoras. Músicos e compositores dispostos a buscar inovações em territórios desconhecidos nunca faltaram no jazz, assim como músicos e compositores de outros gêneros musicais sempre buscaram no jazz uma forma de expansão dos seus vocabulários, sendo essa uma dualidade que permitiu inúmeros intercâmbios. Dessa forma, à medida em que o jazz se modernizava mais e mais, público, produtores e gravadoras também passaram a aceitar novas formações instrumentais diferentes dos padrões de trios, quartetos, quintetos e sextetos tais como os conhecemos com guitarra, piano, bateria, contrabaixo, vibrafone, clarinete, saxofones, trompete e trombone. Assim, pouco a pouco, outros instrumentos não comerciais e não originários do jazz também foram surgindo como protagonistas. A sempre referenciada magazine Downbeat em suas já manjadas listas de "melhores instrumentistas do ano" -- as chamadas Annual Readers Poll Winners (feita pelos leitores) e Annual Critics Poll Winners (feita pelos críticos) -- até tem uma seção intitulada "Miscellaneous Instrument" onde instrumentistas que manuseiam harpa, banjo, fagote, acordeom e gaita, por exemplo, podem ser contemplados. Instrumentos como harpa, fagote, acordeom e gaita não são originários do jazz e não são comuns na história do desenvolvimento do jazz enquanto idioma ou forma de arte musical, mas essas convenções do que é ou não é comum deixaram de ser relevantes à medida em que o jazz se modernizava e permitia novas aberturas, novos instrumentos, novas fusões e hibridismos vários. Na contemporaneidade das últimas décadas e de hoje, então, o jazz segue-se tão globalizado e atingindo um nível tão elevado de hibridismo pós-moderno, que esse tipo de estranheza nem deve mais existir, visto que o jazz deixou de ser apenas uma música de identidade cultural americana para se transformar, também, numa forma musical basilar para a música contemporânea global -- e, portanto, uma forma de música que influencia, se deixa influenciar e se molda em inúmeras tradições musicais, em inúmeras nacionalidades e em inúmeros instrumentos não convencionais em todo o mundo. Neste post, quero lhes apresentar alguns instrumentistas interessantes que estão conferindo à harpa uma considerável relevância dentro do contexto do jazz contemporâneo.

AMANDA WHITING
Harpa que é um instrumento que se originou na Antiguidade do Norte da África, Grécia e Oriente Médio, e que ganharia um mix completo de tonalidades através de pedais que foram acoplados para atender as exigências do repertório erudito ocidental, mais preponderantemente nas eras clássicas e românticas em obras onde os compositores precisavam exprimir sonoridades pastoris ou atmosferas sinestésicas que evocassem o divino, o idílico e o angelical. Obras pioneiras incluem o Concerto para Flauta e Harpa K. 299 (1778) de Mozart, o Concerto para Violino e Harpa em Mi menor (1807) de Louis Spohr e as peças dos compositores-harpistas Jean-Baptiste Krumpholz e Francesco Petrini. No repertório moderno, a harpa passa a ter a importância de conferir exotismo e transcendência timbrística às peças mais ligadas ao impressionismo, uma vez que o timbre da harpa confere uma cintilância inebriante bem próxima às pinceladas de cores brilhantes comuns na estética impressionista: vide, por exemplo, a Sonata para Harpa, Flauta e Viola (1918) e as Chansons de Bilitis para duas Flautas, duas Harpas e Celesta (1901), ambas de Claude Debussy; e a Introdução e Allegro para Harpa, Flauta, Clarinete e Quarteto de Cordas (1905) de Maurice Ravel. Mas também seria usada com maestria mais à frente por compositores abstracionistas: vide Chemins I (Sequenza II) (1964) de Luciano Berio e Bariolage (1992) para Harpa Solo de Elliott Carter. Essas referências eruditas servem tanto para mostrar a versatilidade da harpa na linha do tempo da música, como também servem para atestar sua dificílima técnica de dedilhado e domínio dos pedais em peças com variadas exigências harmônicas.
Enquanto que no jazz, a harpa é introduzida nos anos 30 e 40 mais como um arranjo incremental em discos orquestrais com aquela melodiosidade pop característica dos arranjos de Axel Stordahl e Nelson Riddle que foram determinantes em alguns discos de crooners como Chet Baker, Sara Vaughan e Frank Sinatra, geralmente combinando-se com arranjo de cordas. Instrumentistas que foram escalados para esses arranjos e começaram a dar um protagonismo maior para a harpa enquanto um instrumento dotado de possibilidades improvisativas incluem Casper Reardon e Adele Girard. Mas seria a harpista Dorothy Ashby a inserir a harpa no jazz de forma mais preponderante e definitiva a partir dos anos 50: sendo este álbum ao lado, Hip Harp (Prestige, 1958), com o flautista Frank Wess, um dos registros mais referenciados. Logo em seguida, Alice Coltrane, então esposa do saxofonista John Coltrane, levaria a harpa para vias ainda mais expansivas ao aliar a sonoridade desse instrumento ao spiritual jazz iniciado pelo marido nos anos 60 e ao aderir-se aos mantras sonoros da música hindu nos anos 70. Nos últimos tempos, harpistas tais como Zeena Parkins, Brandeee Younger, Amanda Whiting, Edmar Castañeda, Jacqueline Kerrod, Carol Robbins e Park Stickney, dentre outros, estão conferindo abordagens não menos que instigantes a esse instrumento dentro da esfera do jazz contemporâneo. Segue abaixo. 
DOROTY ASHBY
Em 2008 a compositora, performer, harpista e improvisadora Zeena Parkins -- um dos nomes centrais da cena avant-garde da Downtown nova-iorquina -- foi comissionada para compor uma peça para dança em parceria com o coreógrafo Neil Greenberg. A empreitada deu origem à peça Really Queer Dance with Harps para oito dançarinos -- quatro homens e quatro mulheres -- dançando em torno de um grupo de três harpistas interpretando os escritos da peça em pauta, mas também com aberturas para desenvolvimentos, improvisações e sketches sonoros vários. A peça Really Queer Dance With Harps estreou no Dance Theatre Workshop em Nova York e obteve considerável aclamação de crítica na época. Entre 2013 e 2015, Zeena Parkins passa a expandir, então, algumas ideias em torno da peça original para dar vazão em um registro de estúdio afim de documentar o conjunto de partes dessa peça com três harpas. A expansão sonora consistiu em dar maiores liberdades aos harpistas para empregarem o uso de objetos, arcos com crina (usados originalmente em violino, viola e cello, por exemplo), escovinhas, sinos, parafusos, fios de borracha, fitas, mallets, palitos de madeira para percutir as cordas e outros objetos -- incluindo uma parte onde os harpistas usam as palmas das mãos para criar uma percussão sobre as partes amadeiradas das harpas. Além disso, a manipuladora de eletrônicos Ikue Mori também foi convidada para dar vida à faixa "Tuning Forks", onde ela emprega modulações eletrônicas sobre essa profusão de cordas de harpas percutidas, dedilhadas, tangidas e ouriçadas por esses objetos todos. A participação de Ikue Mori, porém, fica apenas nessa quarta faixa do álbum, de modo que a eletrônica aqui não chega a ofuscar o protagonismo das harpas em seus estados mais primais, acústicos e orgânicos. Em outras partes, será a própria Zeena Parkins quem empregará alguns efeitos eletrônicos pontuais junto às cordas das harpas, mas sempre como um adendo timbrístico, sempre com um conceito de noise music mais aliado às ambiências e tessituras atmosféricas. O resultado é uma peça de sonoridade ímpar, com ideias singulares e que congrega, em sua essência criativa, tanto elementos compositivos de um certo minimalismo iconoclasta -- seja pela repetição de motivos, seja pela elaboração de ambiências com sons mais esparsos --, como também dá espaços para improvisos livres e para a aleatoriedade de extratos eletrônicos e orgânicos. Após todas essas ideias em torno do projeto original, que começou com aquela peça para oito dançarinos, o título do projeto lançado em álbum lançado em 2017 mudou para "Three Harps, Tuning Forks & Electronics". Os harpistas que participam do projeto são Nuiko Wadden, Kristen Theriault, Megan Conley e, pontualmente, a própria Zeena Parkins, que também atua nos eletrônicos.
  

Assim como os trompetistas Christian Scott e Ambrose Akinmusire, assim como os pianistas Robert Glasper e Gerald Clayton, a harpista Brandee Younger não é apenas um dos ases do seu instrumento, como também se tornou um dos nomes mais proeminentes do jazz contemporâneo. Um dos seus agradáveis álbuns dos últimos tempos é o Soul Awakening, lançado em 2019 pela Not On Label. Com atmosferas advindas das estéticas do spiritual music e de um certo post-bop condensado com as influências do neo-soul, Soul Awakening conta com a presença do saxtenorista Ravi Coltrane, do trompetista Sean Jones e da cantora Niia, entre outros convidados. A presença de Ravi Coltrane não é apenas pela amizade que o saxofonista tem com a harpista, mas é também uma homenagem, é pela influência que a espiritualidade emanada das músicas de John Coltrane (seu pai) e Alice Coltrane (sua mãe, também harpista) exerce sobre a alma criativa de Brandee Younger. Porém, é preciso deixar claro que os tons de spiritual music aqui são mais implícitos em meio ao post bop funkeado das faixas, não representando, portanto, citações tão diretas ao espiritualismo musical que Alice Coltrane passou a apresentar após a morte do marido no final dos anos 60. Já nos últimos anos, a harpista vem desenvolvendo uma parceria frutífera com o contrabaixista Dezron Douglas (vide foto no início do post), em torno da qual os dois lançaram o álbum Force Majeure (International Anthem, 2020) e têm atuado em duo, trio e em outras formações com convidados vários, aperfeiçoando esse seu cativante post-bop repleto de frescor neo-soul. Os dois últimos álbuns -- SomeWhere Different (2021) e Unrest (2022) -- foram lançados pela Impulse! Records, historicamente uma das gravadoras a impulsionar o free jazz de verve mais spiritual na década 60 e 70, mas que na década de 90 foi incorporada pela Verve Label Group, subsidiada pela major Universal Music Group, e passou a atuar numa seara mais mainstream com registros mais flexíveis e elásticos. E todos esses últimos álbuns citados da harpista trazem uma abordagem ampla, uma maior flexibilidade estilística e um frescor atualizado do post-bop mais apegado ao neo-soul, mas o faz com qualidades e requintes inquestionáveis.

 
Outro dos harpistas principais dos últimos tempos é o colombiano Edmar Castañeda, talvez o harpista com a abordagem mais tecnicista da atualidade -- e com abrangência e musicalidade assustadoras! Em 2019, tendo como convidados o impressionante gaitista Grégoire Maret, o banjolinista Béla Fleck e a cantora Andrea Tierra, o harpista lançou este interessante álbum acima, Harp vs Harp, pelo selo alemão ACT Records. Embora aqui presenciemos um encontro de virtuoses, o papel deste disco parece ser celebrar a universalidade do jazz através de canções e combinações exuberantes de timbres, sem enfatizar tanto a técnica dos participantes -- embora isso seja inevitável em determinados momentos da set list. As canções são ambientadas no post-bop contemporâneo com adereços sul-americanos implícitos, dado que Edmar Castañeda é colombiano e Grégoire Maret é suíço naturalizado americano, mas que tem na música brasileira uma das suas principais influências. A harpa de Castañeda não tem aquele timbre clássico característico nas harpas convencionais, mas é dotada de um timbre mais "robusto" e "caliente", com uma latinidade bem características das harpas paraguaias, peruanas e venezuelanas presentes na música andina. Castañeda, ademais, mostra um amplo domínio técnico e improvisativo, explorando sua distinta harpa do mais grave ao mais agudo, e de forma elástica e versátil. A faixa "No Fear" é o ponto alto da amálgama de influências e timbres que marcam este álbum Harp vs. Harp, tendo como convidado especial o banjo de Béla Fleck. Em 2021, após ter se recuperado de uma fratura em um dos pulsos, Castañeda lança Family (2021) seu sétimo álbum da carreira, sendo este já um álbum com mostras mais salientes de grooves polirítmicos e improvisos virtuosos. Family traz Castañeda atuando no formato de trio com Shlomi Cohen (sax soprano), Rodrigo Villalon (bateria), e tendo a vocalista Andrea Tierra como convidada pontual.

Amanda Whiting é uma harpista galesa que começou a adentrar-se ao pop e ao jazz de forma mais definitiva através das suas participações em arranjos, shows e gravações de cantores e músicos ingleses tais como Jamie Cullum (cantor e pianista), Dannii Minogue (cantora) e Matthew Halsall (trompetista). Já tendo graduação clássica, em 2013 ela retorna à academia para fazer um mestrado em jazz, ampliando ainda mais seu leque composicional e improvisativo. Desde então, Amanda assinou com a gravadora inglesa Jazzman Records e já lançou um EP e dois álbuns jazzísticos, alcançando considerável repercussão ante à crítica especializada e às rádios BBC Radio 6, Jazz FM e BBC Radio 2, além de menções em diversas críticas jornalísticas europeias e americanas. Este álbum acima, Lost In Abstraction (2022), é seu último e mais recente tento. Ainda que repleto de melodiosidade, Lost In Abstraction é um registro que mostra uma certa aproximação com a concepção sinestésica de cores sonoras, com harmonias mais modais e mais sombreadas entre consonâncias e dissonâncias agradáveis. Ainda que o álbum soe descontraído em muitos momentos, os temas parecem evidenciar uma certa melancolia pandêmica em outros momentos. Amanda Whiting está aqui com um trio empreendido com o contrabaixista Aidan Thorne e o baterista Jon Reynolds, tendo como convidado pontual o flautista Chip Wickham, com o qual a harpista galesa relembra a parceria que Dorothy Ashby empreendeu com o flautista Frank Wess nos anos 50 -- vide o histórico álbum Hip Harp (Prestige, 1958). Amanda Whiting lança, aqui, um álbum com temas primorosos!

Sem sombra de dúvidas, este álbum acima é um dos melhores registros de harpa dos últimos tempos! Usando arcos, objetos, pedais de efeitos e diversos outros recursos, Jacqueline Kerrod aplica em sua harpa algumas experimentações que se assemelham com as explorações -- com distorções, abstrações, delays, eletrificações, bends, desafinações, técnicas estendidas, efeitos eletrônicos e etc -- que improvisadores como Mary Halvorson, Fred Frith e Nels Cline empregam em suas guitarras. Sendo um álbum totalmente ambientado nas possibilidades sonoras da harpa em abordagens solo -- sem nenhum acompanhamento; apenas com alguns overdubs --, os temas aqui são todos abstratos e improvisados -- mesmo quando há algumas repetições motívicas. Contudo, Jacqueline Kerrod consegue variar bastante seus sketches, de forma que à cada faixa o ouvinte é surpreendido por novas ideias de improvisação e novas dissonâncias! Em alguns momentos suas experimentações nos fazem lembrar das sonoridades alienígenas que Sun Ra conseguia extrair dos seus harpsichords e celestas eletrificados -- mas isso, na harpa! Iniciando a carreira no âmbito erudito e depois sendo convidada para atuar em arranjos em gravações de astros pop tais como Anohni, Rufus Wainwright e Kanye West, a harpista Jacqueline Kerrod conta que, além do território da música erudita contemporânea a que ela está ambientada -- atuando regularmente com formações como International Contemporary Ensemble (ICE), Argento Chamber Ensemble, Talea Ensemble, Wet Ink, Alarm Will Sound e Metropolis Chamber Ensemble --, ela alcançou uma segunda via expressiva quando começou a se embrenhar pelos territórios da improvisação. Em 2018 acontece, então, seu batismo: ela grava um álbum em duo com ninguém menos que Anthony Braxton, vide o álbum Duo (Bologna) 2018 -- a harpista passa a ter, aliás, toda uma introdução na arte musical de Braxton e sua iconoclastia conceitual. Em 2021 é a vez dela lançar este álbum acima, 17 Days in December, seu primeiro álbum solo, que registra uma série de improvisações diárias que ela realizou no porão de sua casa em Princeton, no auge da quarentena exigida pela Covid-19.
Este álbum da harpista Carol Robbins já é ambientado nas estéticas do neo-bop, post-bop e funky com um viés mais straigth-ahead. De certa forma, o álbum apresenta um frescor um tanto moderno e urbano sobre as poéticas dos temas e baladas com progressões harmônicas mais convencionais, algumas vezes com atmosferas modais leves. É um álbum agradável, onde a harpa atua mais como um sedimento harmônico livre e solto, conferindo ambiência e frescor enquanto plano de fundo para a banda, que atua com piano acústico, piano elétrico (Rhodes), guitarra semi-acústica, trompete, saxofones, contrabaixo (acústico e elétrico) e bateria. Nascida em Chicago, Carol Robbins cresceu em Los Angeles, onde passou a ter aulas de piano desde a infância, e aos oito anos de idade ela já estava estudando harpa com a própria Dorothy Ashby, considerada a principal pioneira da inserção da harpa no jazz. Uma das poucas harpistas originadas no jazz, Carol Robbins também transcende em seus limites e passa a tocar com uma variedade eclética de artistas e grupos, incluindo Billy Childs, Manhattan Transfer, Brian Wilson, Bjork, Dianne Reeves, Linda Ronstadt, Nina Simone, Ella Fitzgerald e Frank Sinatra. Carol Robbins tem, ao todo, cinco álbuns lançados em seu nome. Este álbum indicado acima, Taylor Street, foi lançado em 2016 pelo selo Jazzcats (que, ao que parece, é empreendido pela própria harpista).
O harpista americano Park Stickney é uma espécie de músico-nômade que transita pelos mais variados territórios -- da geografia e da música. Considerado um dos mais completos harpistas do mundo em termos de repertório, Park Stickney vai do jazz ao rock, do clássico à world music. Atualmente radicado na Suíça, Park Stickney tem marcado presença em vários festivais de harpa, shows de jazz e concertos clássicos, ora tocando em peças de Wagner com a Orquestra Filarmônica de Berlim, ora tocando em festivais de harpa ambientados no gênero world music -- tais como os festivais organizados pelo harpista Rüdiger Oppermann, um especialista na harpa celta --, outrora viajando para os confins do mundo para confraternizar com harpistas e outros músicos de cordas dedilhadas em países como Gâmbia, Índia, Mongólia, entre outros. Neste álbum acima, Stickney explora o duo de flauta e harpa em uma telepática parceria com a suíça Violaine Contreras de Haro -- lembrando que o duo de harpa com flauta sempre foi um combo muito auspicioso, sempre soou muito bem, tanto na música erudita quanto no jazz. Neste álbum, pois, Stickney e Violaine expõe suas interpretações e improvisações sobre canções natalinas, canções medievais, hinos tradicionais e temas do repertório clássico que capturam a temática e a poética do inverno europeu. Registros com essas abordagens costumam mostrar que os temas e canções milenares do repertório europeu também são verdadeiros standards propícios para a inflexão e o improviso. Ademais, a quem possa interessar, vale à pena ouvir o álbum Harp Summit (2004), em duo com Rüdiger Oppermann.




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